
A vacinação de reforço bivalente da Pfizer arrancou hoje em Ontário e no Quebec. Também esta segunda-feira, foi divulgado um estudo que revela que os doentes com Covid-19 persistente estão a contribuir para uma utilização mais intensiva do sistema de saúde do Canadá.
Os canadianos com síndrome pós-Covid-19 recorrem aos médicos com maior frequência nos meses posteriores à infeção. É o que conclui um novo estudo, divulgado esta segunda-feira, dia 17 de outubro, no mesmo dia em que a vacinação de reforço bivalente da Pfizer arrancou em Ontário e no Quebec.
De acordo com a análise, os doentes com Covid-19 persistente competem assim com recursos mais escassos no sistema de saúde do Canadá.
A pesquisa, publicada no Canadian Medical Association Journal, descobriu que o uso de cuidados de saúde após um teste positivo é “substancial e tem importantes implicações nas políticas” do setor, à medida que os governos provinciais e territoriais do Canadá continuam a lidar com uma alegada crise no sistema.
Os dois principais autores do estudo, que também são médicos nas urgências, dizem que as descobertas levantam preocupações sobre como os hospitais e os sistemas de saúde podem absorver ainda mais a procura por recursos já sobrecarregados.
Candace McNaughton diz-se “muito preocupada” com o aumento da procura por médicos, que se pode vir a agravar no inverno.
O estudo analisou dados de mais de meio milhão de pacientes em Ontário, incluindo mais de 268 mil que testaram positivo à Covid-19, entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021.
Dois meses ou mais após a infeção, os doentes acederam aos serviços de saúde com mais frequência do que os pacientes sem histórico de Covid-19. Há registo de mais visitas a clínicas e a urgências, bem como de mais internamentos, visitas domiciliares e necessidade de cuidados continuados.



