
A morte da rainha Isabel II atingiu os canadianos. Vários são os que refletem sobre a perda da monarca. O primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau falou esta quinta-feira sobre o tema do momento no regresso à Câmara dos Comuns.
Justin Trudeau homenageou na quinta-feira, 15 de setembro, na Câmara dos Comuns a Rainha Isabel II. O reinado da monarca durou 70 anos e viu marcos canadianos como a repatriação da Constituição e a assinatura da Carta dos Direitos e Liberdades.
“Na semana passada, o Canadá perdeu a única soberana que a maioria de nós alguma vez conheceu”, disse Trudeau. “Quando alguém vive até aos 96 anos, isto não nos deveria surpreender. No entanto, a sua súbita ausência tocou-nos a todos de forma palpável”.
“A rainha significava tanto para muitos de nós”, continuou. “De certa forma, todos a conheciam”. Os canadianos sentem como se tivessem perdido um membro da famÃlia, um membro da famÃlia que cresceu ao nosso lado”.
O lÃder conservador Pierre Poilievre refletiu sobre a longa história da monarquia britânica e os limites constitucionais do poder, enfatizando a assinatura da Carta Magna em 1215.
“A rainha tinha um lugar especial nos nossos corações, e nós tÃnhamos um lugar especial no seu”, acrescentou, exprimindo condolências à FamÃlia Real.
Tanto o lÃder do Bloc Quebecois Yves-Francois Blanchet como o lÃder do NDP Jagmeet Singh reconheceram a difÃcil relação da monarquia para muitos canadianos, mas disseram que agora é o momento de refletir sobre a morte da monarca e não sobre o papel da própria instituição.
Os deputados da Câmara dos Comuns tinham previsto regressar das férias de verão a 19 de setembro, mas a morte da rainha a 8 de setembro e a data do funeral a ser marcada para a próxima segunda-feira forçaram uma mudança.
Como resultado, regressaram para um tributo, com os negócios regulares da Câmara dos Comuns a serem retomados na próxima terça-feira, 20 de setembro.



