
O processo de reconciliação com as comunidades indígenas do Canadá pode estar em risco com o novo rei Carlos III. Quem o diz são alguns líderes das Primeiras Nações e membros da comunidade. A Chefe Nacional da Assembleia das Primeiras Nações diz que o próximo passo é a emissão, pela Coroa, da Proclamação Real de Reconciliação.
Alguns líderes das Primeiras Nações e membros da comunidade canadiana temem que o processo de reconciliação indígena esteja em risco devido à ascensão ao trono do rei Carlos III.
Arthur Noskey, o chamado ‘Treaty 8 Grand Chef’, diz que antes da morte da rainha na semana passada, as Primeiras Nações estavam a fazer progressos com a Coroa no sentido de manter os acordos do tratado.
As relações Tratado-Coroa têm sido complexas. Alguns acordos foram assinados em circunstâncias sensíveis, enquanto outros foram implementados como tratados de paz. A maioria não foi negociada com precisão ou em línguas indígenas.
Alguns líderes das Primeiras Nações em British Columbia (B.C) já apelaram a que o rei proceda ao seu primeiro ato oficial de renúncia à Doutrina da Descoberta, composta por decretos ou bulas papais usadas para justificar a colonização das Américas.
A Chefe Nacional RoseAnne Archibald, da Assembleia das Primeiras Nações, diz que o próximo passo é a emissão, pela Coroa, da Proclamação Real de Reconciliação.
Já o alto comissário do Canadá para o Reino Unido considera que o rei pode ser “um pouco mais extrovertido e menos reservado” do que a sua mãe.
Ralph Goodale espera que o novo monarca se interesse por questões importantes para o Canadá, incluindo a reconciliação com as comunidades indígenas.



