
O Governo do Ontário divulgou a próxima fase do “Plano Stay Open” antes do provável aumento das doenças respiratórias nos próximos meses. O plano centra-se na estabilidade e recuperação do sistema de saúde.
Na quinta-feira, 18 de agosto, a ministra da Saúde Sylvia Jones anunciou o plano que visa contratar mais profissionais de saúde, libertar camas hospitalares e reduzir as listas de espera cirúrgicas.
O Governo de Ontário espera aliviar a pressão dos cuidados de saúde, aumentando as cirurgias cobertas publicamente em clÃnicas privadas, renunciando ao pagamento de exames e taxas de registo para enfermeiros com formação internacional.
No que diz respeito à s clÃnicas privadas, o Governo diz que vai aumentar o investimento com vista a aumentar as cirurgias em hospitais pediátricos e clÃnicas privadas existentes cobertas pelo Plano de Seguro de Saúde de Ontário.
Jones disse que o Governo precisa de ser “ousado, inovador e criativo” ao procurar formas de melhorar o sistema de saúde.
“Há quem lute pelo ‘status quo’ aconteça o que acontecer”, disse a ministra numa conferência de imprensa em que anunciou o plano.
“Os cuidados de saúde continuarão a ser prestados à população de Ontário através da utilização do seu Plano de Seguro de Saúde de Ontário “, continuou a ministra.
“Vemos o valor de ter alguns desses estabelecimentos de saúde independentes que existem na provÃncia de Ontário há décadas, literalmente, para tirar alguma da pressão dos nossos parceiros de cuidados de saúde e muitos desses estabelecimentos de saúde independentes têm acordos e trabalham diretamente com o seu hospital comunitário local”.
Ontário está também a alargar um programa que vê médicos de toda a provÃncia ajudarem hospitais de pessoal nas comunidades do norte e rurais, lançando um novo programa para fornecer apoio e treino de médicos de emergência a departamentos de emergência rurais, bem como introduzindo um novo programa que liga médicos residentes com médicos dos departamentos de emergência do norte e rurais.
Nos cuidados a longo prazo, o Governo planeia introduzir uma lei que permita aos pacientes que aguardam uma cama serem transferidos para um lar de forma temporária.
“Em última análise, não, não vamos forçar ninguém a sair de uma casa”, disse o ministro dos Cuidados de Longo Prazo, Paul Calandra.
“As mudanças permitem-nos continuar essa conversa para explicar a alguém que está num hospital porque é que as suas necessidades podem ser satisfeitas num lar de idosos”.
O Governo está também a planear levar 300 camas que tinham sido utilizadas para o isolamento à Covid-19 e doar para as pessoas em listas de espera. Diz-se que existe potencial para o fazer com mais mil camas no prazo de seis meses.



