Inquérito da Leger: Canadianos relatam maior apego à língua do que ao país

FOTO: UNSPLASH
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Os canadianos relatam um maior apego à língua do que ao país. Segundo o inquérito conduzido pela Leger para a Associação de Estudos Canadianos, a maior importância dada à língua é especialmente visível entre os francófonos e os povos indígenas do país.

Um novo inquérito, conduzido pela Leger para a Associação de Estudos Canadianos, revelou que 88% dos inquiridos relataram um forte apego à língua principal, enquanto 85% relataram um maior apego ao país.

Os francófonos e os povos indígenas foram os que mais contribuíram para o aumento das sondagens.

Os relatos de forte apego à língua primária superam todos os outros marcadores de identidade, incluindo geografia, grupo étnico, identidade e filiação religiosa.

Dos marcadores de identidade considerados no inquérito, os canadianos foram os menos susceptíveis de relatar um forte sentimento de apego a um grupo religioso.

Para os canadianos que possuem o francês como língua principal, 91% relataram um forte sentimento de ligação à língua, em comparação com os 67% que relataram o mesmo sentimento para com o Canadá.

No Quebec, mais pessoas relataram um forte sentimento de apego à língua principal do que à província.

O inquérito da Leger também mostrou que mais de metade dos cidadãos francófonos do Quebec dizem saber inglês suficientemente bem para manter uma conversa. O contrário passa-se nas restantes províncias, já que um em cada 10 inquiridos que falam inglês, excepto no Quebec e em New Brunswick, dizem saber manter uma conversa em francês.

De acordo com os últimos censos, o bilinguismo inglês-francês aumentou de 17,5% em 2011 para 17,9% em 2016, atingindo a maior taxa de bilinguismo da história do Canadá.