
Um veterano das Forças Armadas do Canadá foi acusado de homicídio, na sequência de um tiroteio em massa no Belize, que culminou em duas mortes e em oito feridos.
J.R. Smith serviu no Regimento Real Canadiano no Afeganistão, no âmbito da Operação Medusa, em 2006. É acusado de dirigir o veículo que ajudou os suspeitos a fugirem do local, após o tiroteio, que aconteceu a 31 de julho numa discoteca.
A polícia de Belize alega que três homens locais que estavam com Smith começaram a discutir por causa de uma mulher no interior do estabelecimento. O grupo saiu, mas terá regressado ao local mais tarde com armas, iniciando o tiroteio.
Smith e os três homens foram presos e desfilaram algemados.
Citada pela imprensa canadiana, a parceira de Smith diz que o veterano não participou no tiroteio. Denise Hepburn alega que o companheiro estava no lugar errado à hora errada, tendo sido espancado pela polícia, o que resultou no olho negro visto na fotografia tirada pelas autoridades após a detenção.
A mulher reitera que Smith “é um soldado condecorado”. Garante que é “uma boa pessoa”, incapaz de se envolver numa situação deste tipo, e apela à ajuda do Governo do Canadá.
Natural de Newfoundland, Smith mudou-se para Ontário depois de deixar o exército. O veterano estudou carpintaria e mais tarde abriu um negócio.
A Global Affairs Canada diz estar “ciente de um canadiano que foi detido no Belize”, prontificando-se a prestar assistência consular. Smith permanece sob custódia numa prisão no Belize e deve ser presente a tribunal em novembro.



