EUA reduzem tarifas sobre exportação de madeira canadiana

Foto: Pexels
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Os EUA reduziram as tarifas sobre a madeira serrada de longa fibra. Mary Ng, ministra do Comércio Internacional no Canadá, considera estas taxas injustas e sem fundamento. No entanto, a ministra deixa a porta aberta com o objetivo de chegar a uma solução para esta disputa entre os dois países que dura há anos.

As tarifas norte-americanas mais baixas do que o esperado sobre as exportações de madeira conífera do Canadá não estão a amenizar o desânimo do Governo federal em Ottawa.

A ministra do Comércio Internacional, Mary Ng, diz que as taxas são injustas e injustificadas e avança que Ottawa vai contestar as taxas dos EUA que, apesar de mais baixas, são infundadas.

Ng diz que as tarifas são injustificadas, independentemente do nível, e causarão dificuldades indevidas tanto para a indústria florestal do Canadá como para os consumidores nos EUA. A ministra acrescenta ainda que Ottawa irá contestar as taxas no âmbito do sistema de resolução de disputas do Acordo EUA-México-Canadá.

No entanto, garante que deixa a porta aberta para uma resolução para esta disputa de anos, que alguns legisladores e observadores dos EUA têm pedido, na expetativa de aliviar os níveis recorde de inflação a sul da fronteira.

“OCanadá esteve sempre disposto a trabalhar com os Estados Unidos para explorar ideias que possam permitir um retorno ao comércio transfronteiriço previsível de madeira macia”, disse Ng em comunicado, acrescentando ainda estar confiante de que uma solução negociada para esta questão comercial de longa data é do melhor interesse de ambos os países.

A representante comercial dos EUA, Katherine Tai, também disse que os EUA estão dispostos a conversar, mas impôs uma condição.

Tai quer que o Canadá resolva o regime provincial de taxa de corte de madeira que os produtores americanos há muito reclamam e que dá aos produtores a norte da fronteira uma vantagem injusta, sendo esta a questão central da disputa que persiste há décadas.

As autoridades federais em Ottawa dizem que o Canadá nunca concordaria com uma mudança tão fundamental na maneira como um recurso importante da Coroa é administrado antes mesmo de os dois lados se sentarem.