
E apesar de já ter terminado, a visita do Papa Francisco ao Canadá continua a dar que falar. De notar que Francisco só usou a palavra “genocídio” para se referir às escolas residenciais depois de partir para Roma. Alguns líderes indígenas criticam o líder da Igreja Católica por não ter feito essas declarações enquanto ainda estava em solo canadiano.
O uso da palavra “genocídio” pelo Papa, para se referir às escolas residenciais, é positivo, mas essas declarações deveriam ter sido feitas em solo canadiano.
Quem o diz é o National Indian Residential School Circle of Survivors. De acordo com a organização, Francisco não usou o termo enquanto ainda estava no Canadá, porque foi mal informado pelas autoridades católicas canadianas.
O sumo pontífice pediu várias vezes desculpa ao longo da visita ao Canadá, mas não usou a palavra “genocídio” até ser questionado pelos jornalistas no seu avião de regresso a Itália.
Francisco explicou que não recorreu à palavra “genocídio” durante a visita, por sentir que se trata de um termo técnico.
De recordar que a Comissão de Verdade e Reconciliação do Canadá se referiu às escolas residenciais como uma forma de genocídio cultural quando divulgou o seu relatório final em 2015.
Um membro da Nação Mohawk de Kahnawake, perto de Montreal, disse sentir que a declaração de Francisco a bordo do avião é sincera.
Kenneth Deer considera que as palavras do Papa foram “incríveis” e diz sentir-se muito feliz com a intervenção. Apesar disso, preferia que esse discurso tivesse sido feito no Canadá e não em cima do oceano.



