Papa no Canadá: Uso da palavra genocídio após partida gera críticas

Foto: Justin Trudeau/ Facebook
Foto: Justin Trudeau/ Facebook

E apesar de já ter terminado, a visita do Papa Francisco ao Canadá continua a dar que falar. De notar que Francisco só usou a palavra “genocídio” para se referir às escolas residenciais depois de partir para Roma. Alguns líderes indígenas criticam o líder da Igreja Católica por não ter feito essas declarações enquanto ainda estava em solo canadiano.

O uso da palavra “genocídio” pelo Papa, para se referir às escolas residenciais, é positivo, mas essas declarações deveriam ter sido feitas em solo canadiano.

Quem o diz é o National Indian Residential School Circle of Survivors. De acordo com a organização, Francisco não usou o termo enquanto ainda estava no Canadá, porque foi mal informado pelas autoridades católicas canadianas.

O sumo pontífice pediu várias vezes desculpa ao longo da visita ao Canadá, mas não usou a palavra “genocídio” até ser questionado pelos jornalistas no seu avião de regresso a Itália.

Francisco explicou que não recorreu à palavra “genocídio” durante a visita, por sentir que se trata de um termo técnico.

De recordar que a Comissão de Verdade e Reconciliação do Canadá se referiu às escolas residenciais como uma forma de genocídio cultural quando divulgou o seu relatório final em 2015.

Um membro da Nação Mohawk de Kahnawake, perto de Montreal, disse sentir que a declaração de Francisco a bordo do avião é sincera.

Kenneth Deer considera que as palavras do Papa foram “incríveis” e diz sentir-se muito feliz com a intervenção. Apesar disso, preferia que esse discurso tivesse sido feito no Canadá e não em cima do oceano.