Crédito Home Equity tem fragilidades com subida abrupta das taxas de juro

FOTO: UNSPLAHS
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As linhas de crédito de ‘home equity’ eram uma forma comum de os proprietários de casas canadianas explorarem a equidade das casas durante o longo prazo das baixas taxas de juro e do rápido aumento dos preços das casas na última década. Contudo, um novo inquérito da BNN Bloomberg e da RATESDOTCA revela as fragilidades que poderiam estar à espreita em algumas famílias no meio da recente subida abrupta das taxas de juro. 

Uma linha de crédito ‘home equity’ (HELOC, sigla em inglês) é uma forma de crédito. O credor utiliza a casa como garantia de que vai ser reembolsado.

No mais recente estudo da BNN Bloomberg e da RATESDOTCA, 27% dos proprietários de casas disseram ter linhas de crédito da ‘home equity’; 78% do mesmo grupo disseram que usaram o crédito, cerca de metade utilizaram-no nos últimos dois anos. Os que disseram ter pedido o crédito ao credor, em vez de lhes ter sido oferecido, tinham muito mais probabilidades de o terem utilizado (85% contra 71%).

Mais de metade (58%) dos inquiridos disseram que têm atualmente um saldo pendente na linha de crédito ‘home equity’. Enquanto a maioria disse que pediu emprestado menos de 50 mil dólares; 10% disse que pediu emprestado entre 50 mil e 100 mil; outros 10% disseram que pediram emprestados mais de 100 mil dólares.

Os pedidos de 50 mil dólares eram mais comuns entre os que tinham pelo menos 55 anos, sugerindo que os canadianos mais velhos têm estado a aproveitar os grandes ganhos que viram no valor da casa. Isto representa um risco, porque muitas linhas de crédito ‘home equity’ baseiam-se em juros de taxa variável.

No início deste mês, o Banco do Canadá aumentou as taxas de juro de referência em meio ponto percentua,l em resposta ao que foi, até ao momento, ao maior aumento da inflação em três décadas.

As linhas de crédito ‘home equity’ permitem aos que pedem o empréstimo fazer pagamentos só com juros e o inquérito descobriu que 8% dos titulares do crédito já o fazem. Outros 16% disseram que pagam frequentemente apenas juros e, por vezes, pagam o empréstimo. 55% disseram que fazem pagamentos regulares para além dos juros para diminuir a dívida. Os outros 21% dos titulares disseram que ou não conheciam a estrutura de pagamento ou optaram por não responder à pergunta.