
Para a viagem ao Ruanda, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, está a preparar muitas conversas com os vários lÃderes mundiais da Commonwealth. O lÃder canadiano tem ainda viagens marcadas para a Alemanha e Espanha. Obviamente, a guerra na Ucrânia deve ocupar quase todos os debates ao longo de 10 dias fora do Canadá.
A primeira paragem de Justin Trudeau, na quarta-feira, 22 de junho, é em Kigali, capital do Ruanda. Estão agendadas reuniões com os chefes de governo de outros 53 paÃses da Commonwealth, pela primeira vez desde 2018.
A reunião original, planeada para 2020, foi, como tantas outras, adiada pela pandemia da Covid-19, que ainda representa um pano de fundo importante para as negociações.
As consequências da invasão russa na Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro, foram sentidas em todo o mundo, particularmente em algumas das nações mais pobres. Por isso, a primeira paragem de Trudeau acontece num paÃs africano.
O conflito desencadeou uma enorme crise de refugiados. Também limitou o acesso de outros paÃses ao trigo da Ucrânia, muitas vezes referido como o celeiro da Europa devido à sua significativa produção de alimentos.
Trudeau falou sobre possÃveis medidas durante um telefonema na semana passada com o presidente do Ruanda, Paul Kagame. O Canadá também vai procurar apoio à Ucrânia entre os membros da Commonwealth e ainda tentar conquistar os lÃderes que possam estar em dúvida sobre condenar os atos da Rússia.
Vale lembrar que as Nações Unidas votaram para suspender a Rússia do conselho de direitos humanos em abril passado. Foram 58 os paÃses que se abstiveram da votação, sendo que 29 eram paÃses da Commonwealth.
Ainda assim, o Congresso Ucrânia-Canadá acredita que Trudeau vai estimular outras pistas quando estiver na Alemanha e em Espanha.
Importa recordar que o lÃder canadiano, depois do Ruanda, segue para o paÃs Germânico, para a cimeira dos lÃderes do G7 antes de seguir para uma reunião da NATO na capital de Espanha, Madrid.



