
Um novo estudo revela que há regiões do Canadá, onde há mais cancro de pele do que outras. As zonas de maior risco são a Prince Edward Island e Nova Scotia. A destruição do ozono, decorrente das alterações climáticas, é um dos fatores que explica o surgimento da doença.
Os canadianos que vivem no Sul e no litoral do país correm maior risco de desenvolver uma forma mortal de cancro de pele. A conclusão é de um novo estudo da Universidade McGill, que também descobriu que as taxas deste tipo de cancro estão a aumentar no Canadá.
A pesquisa, publicada no jornal ‘Frontiers in Medicine’, analisou dados de 2011 a 2017 de doentes com melanoma cutâneo em todas as províncias e territórios, exceto no Quebec. Também foram investigadas as tendências de mortalidade ao longo de um período de sete anos e comparadas com dados anteriores de 1992 a 2010.
O estudo mostra que dos 39.610 pacientes diagnosticados com cancro de pele, 5.890 morreram. As mulheres respondem por quase 46% dos casos e pouco mais de 37% das mortes. Por outro lado, os investigadores descobriram que a mortalidade também tem vindo a diminuir desde 2013.
A investigação descobriu ainda que a Prince Edward Island e Nova Scotia registam as maiores taxas de melanoma cutâneo no país, mesmo considerando outros fatores como a idade. As taxas nas Pradarias canadianas e outras zonas do norte do Canadá são mais baixas do que a média nacional.
De acordo com Ivan Litvinov, um académico envolvido no estudo, o mais importante a reter é que a melanoma afeta regiões diferentes de forma diferente”.
“Todo o corredor de Windsor a Montreal – isto é, o sudoeste de Ontário, até Ottawa, e especialmente as áreas ao redor dos Lagos Muskoka –tem tido níveis mais altos de cancro.”
A mesma tendência é observada em Nova Scotia e Prince Edward Island e em certas comunidades costeiras em New Brunswick.
Dados que os investigadores consideram “impressionantes”, em comparação com o norte de Ontário, Newfoundland ou outras áreas do Canadá.
As comunidades costeiras ao redor do sul de British Columbia (B.C.) também mostram um pico de diagnósticos.
O estudo descobriu ainda que o cancro de pele afeta homens e mulheres de forma diferente, aparecendo com mais frequência no tronco e na cabeça dos homens. Nas mulheres, as pernas são o principal local onde o melanoma ataca, seguido dos braços.
Pesquisas anteriores sugerem que a destruição do ozono decorrente das alterações climáticas pode explicar o aumento dos diagnósticos cancerígenos.
Mas de acordo com o estudo, há muitos outros fatores por detrás o crescimento da doença.
No caso do cancro de pele, as viagens mais baratas para destinos soalheiros também explicam o aumento de diagnósticos. A par da expetativa de uma vida mais longa, que faz com que as pessoas passem mais tempo ao sol.



