
A Rússia e a China não podem dominar o mercado mundial de minerais críticos. As palavras são do ministro dos Recursos Naturais do Canadá. Jonathan Wilkinson diz-se contra a concentração geográfica da produção mineral em países que não são confiáveis.
Deixar a Rússia assumir o domínio global do petróleo e do gás foi um erro estratégico que não pode ser repetido. Quem o diz é o ministro dos Recursos Naturais do Canadá. Jonathan Wilkinson alega que o mundo procura aumentar massivamente a produção de minerais críticos.
A procura por minerais e metais críticos – como o lítio, o grafite, o níquel, cobalto e o cobre – está a explodir, à medida que a procura por todos os produtos sobe, desde smartphones e computadores portáteis a turbinas eólicas, painéis solares e carros elétricos.
De acordo com Wilkinson, “não há transição energética sem minerais críticos, e é por isso que a resiliência da cadeia de abastecimento de minerais críticos é uma prioridade crescente para as economias avançadas”.
O ministro divulgou um rascunho da sua prometida estratégia de minerais críticos. Numa entrevista à imprensa canadiana, disse que a resiliência só virá se os países ocidentais não permitirem uma concentração geográfica da produção mineral em países que não são confiáveis.
Wilkinson recorda que, no contexto atual, a China e a Rússia lideram a produção e processamento de muitos destes minerais. O governante defende que o mundo democrático deve assegurar fontes seguras e estáveis de fornecimento.
A Europa enfrenta uma crise de petróleo e de gás, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Ao mesmo tempo, o continente procura desvencilhar-se da forte dependência dos combustíveis fósseis russos, sem ter fontes alternativas fáceis. Para Wilkinson, esta crise é um alerta para as democracias ocidentais em matéria de minerais críticos.
Neste momento, a China é o maior player global de minerais críticos – é o maior produtor mundial de metade dos 31 minerais e metais que o Canadá listou como críticos para a sua economia.



