Estado e Administração Local em conjunto podemos fazer mais e melhor

Lisboa, 01 jun 2022 (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que Estado e Administração Local em conjunto podem fazer mais e melhor e apontou o Museu do Tesouro Real no Palácio da Ajuda como “um exemplo feliz” de parceria.

“Trabalhando em conjunto, o Estado e a Administração Local, podemos fazer mais e podemos fazer melhor”, declarou António Costa na cerimónia de inauguração deste museu, em que também discursou, a seguir, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta intervenção aconteceu no dia em que o antigo chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva publicou um artigo de opinião no Observador recordando o seu tempo de primeiro-ministro e considerando que António Costa deve “fazer mais e melhor” com a maioria absoluta de que dispõe.

À saída desta cerimónia, o primeiro-ministro não quis prestar declarações aos jornalistas.

No seu discurso, António Costa assinalou que “é raro um político poder ter o privilégio de contribuir e testemunhar a inauguração de uma obra por concluir há 226 anos”.

“Trata-se de devolver o Palácio da Ajuda concluído e com a exposição do tesouro nacional, património dos portugueses, e forma também de homenagear a memória dos antigos reis e rainhas de Portugal que constituíram este tesouro”, acrescentou.

Dois dias depois de a Assembleia Municipal do Porto ter aprovado a saída da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) por divergências quanto ao processo de descentralização, António Costa apontou esta obra como “um exemplo feliz de uma parceria entre a Administração Central e a Administração Local”.

O primeiro-ministro referiu que parcerias semelhantes já aconteceram na cidade do Porto, “a quem o Estado confiou a coleção das obras de Miró” e em Coimbra, “a quem o Estado confiou a coleção que adquiriu à massa falida do BPN”.

Segundo António Costa, “é particularmente importante esta forma de cooperação e de trabalho em conjunto” e o Governo quer “continuar as parcerias para a proteção do património”.

“É um investimento que temos de prosseguir e o Estado não se demite dessa sua função, quer com recursos próprios, quer com a mobilização de fundos europeus”, disse.

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