
A pandemia da Covid-19 interrompeu o acesso a vacinas e atendimento dos dentistas para muitas crianças, avançou a diretora-geral da Saúde de Toronto. Eileen de Villa diz que a Câmara Municipal precisa de trabalhar com o Governo de Ontário para criar um plano para lidar com os atrasos.
A pandemia da Covid-19 interrompeu o acesso aos dentistas e tratamentos de rotina para muitas crianças e um novo relatório da principal médica de Toronto revela que a Câmara Municipal precisa de trabalhar com o Governo de Ontário para criar um plano para lidar com o atraso.
O relatório analisa os vários impactos que a pandemia teve nas crianças, incluindo na saúde mental.
De acordo com o documento, a Toronto Public Health teve de suspender alguns dos programas de imunização de rotina nas escolas, resultando em cerca de 73 mil alunos do 7.º ao 12.º ano a quem está a faltar a pelo menos uma dose das vacinas contra a hepatite B, vírus da papiloma e meningite.
Eileen de Villa diz que a pandemia resultou na suspensão do programa de triagem dentária da Toronto Public Health nas escolas, com clínicas virtuais e clínicas comunitárias a serem usadas para preencher a lacuna. Em 2018 e 2019, as clínicas escolares ajudaram a identificar 29 mil alunos que tiveram cáries urgentes ou não urgentes e que necessitavam de atendimento dentário. Durante o período de dois anos da pandemia, contudo, o número de alunos que puderam aceder ao serviço era de pouco mais de 3.600.
“A retoma em fases da triagem escolar está a ser planeada, priorizando as escolas que historicamente apresentaram as maiores taxas de cárie”, disse de Villa no relatório.
“Enquanto isso, a Toronto Public Health oferecerá, como teste piloto, triagem dentária para crianças e jovens, em conjunto com as vacinas contra a hepatite B, vírus da papiloma e meningite.”
Além da suspensão de muitas clínicas de vacinas em escolas, de Villa disse que a pandemia também deixou a Toronto Public Health com recursos limitados para realizar “uma avaliação das vacinações de rotina entre os participantes e alunos das creches por três anos letivos consecutivos”.
A principal médica de Toronto alertou que, como resultado, existe um “risco aumentado” de surtos virais em escolas e creches.



