
Nos Açores, cerca de 291 abalos foram contabilizados até às 10 da manhã desta terça-feira, apesar de nenhum ter sido sentido pela população. Dizemos-lhe ainda que, de acordo com o Núcleo de Empresários de São Jorge, as empresas da ilha estão na iminência de fechar devido à crise sísmica. Recordo que a ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4, estando sob ameaça de erupção.
O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) contabilizou, entre as 00h00 e as 10h00 de terça-feira, dia 5 de abril, perto de 291 sismos na ilha de São Jorge. Os sismos foram de “baixa magnitude” e nenhum foi sentido pela população.
O centro avança que “todos os sismos registados até ao momento evidenciam uma origem de natureza tectónica”.
A atividade sísmica “continua acima do normal”, avisa a organização. Um fenómeno que se tem vindo a registar desde a tarde de 19 de março na parte central da ilha, entre Velas e Fajã do Ouvidor.
O centro adianta que a medição de gases e temperatura no solo que vem sendo feita desde o início da crise, na área epicentral, “não resultou, até à data, na identificação de qualquer anomalia”.
As empresas de São Jorge estão na iminência de fechar se não forem aplicadas medidas. Quem o diz é o líder dos empresários da ilha. Mário Veiros alerta que há empresas na ilha que podem fechar se não forem adotadas “medidas urgentes” para mitigar os impactos económicos da crise sísmica.
O presidente do Núcleo de Empresários de São Jorge afirma que “neste momento, o setor mais afetado, em que se sentiu mais rapidamente o impacto desta crise” é o turístico. Há “cancelamentos que vão até junho e outros até agosto”.
O empresário fala num efeito contágio do turismo a todos os outros setores, como a hotelaria e a restauração, bem como o comércio.
Defende, por isso, medidas imediatas para “salvaguardar as empresas que existem” e que, para além da crise sísmica, estão a ser afetadas pela pandemia e pela guerra na Ucrânia.
Mário Veiros defende a capitalização das empresas, que “tem de ser total ou parcialmente a fundo perdido, para garantir a tesouraria”, a par de medidas similares às adotadas para fazer face à Covid-19.



