
Os trabalhadores da CP Rail iniciaram este domingo uma greve, que parou comboios em todo o Canadá. São quase 3 mil os trabalhadores que reivindicam melhores condições de trabalho e aumentos salariais.
Os comboios da CP Rail pararam em todo o Canadá, devido a uma greve há muito esperada.
O protesto, que envolve quase 3 mil engenheiros, maquinistas e outros trabalhadores ferroviários, arrancou à 1h da manhã de domingo, dia 21 de março, na sequência de uma longa disputa contratual.
A paralisação da sexta maior empresa ferroviária do Hemisfério Norte foi anunciada por líderes sindicais.
De acordo com os trabalhadores da CP Rail, as negociações não avançaram. O sindicato Teamsters Canada Rail Conference diz que as conversas começaram em setembro do ano passado. Os trabalhadores reivindicam um aumento dos salários, dos benefícios laborais e das folgas.
Já a CP Rail acusa o sindicato de deturpar a posição da empresa. A segunda maior operadora ferroviária do Canadá diz que os trabalhadores estão “bem cientes dos danos que esta ação imprudente causará à cadeia de abastecimento canadiana”.
A Fertilizer Canada, por sua vez, apela a que o Governo federal tome medidas imediatas para mitigar os impactos da greve na cadeia de fornecimento de fertilizantes.
A entidade, que representa fabricantes, distribuidores, atacadistas e retalhistas de fertilizantes no país, escreve que a “interrupção no serviço ferroviário essencial durante a época de plantação da primavera no Hemisfério Norte terá efeitos devastadores sobre os agricultores, a economia e a segurança alimentar doméstica e internacional”.
De acordo com a Fertilizer Canada, o setor agrícola internacional já enfrenta desafios de abastecimento agravados pela guerra na Ucrânia e não pode suportar mais problemas.
No Twitter, o ministro canadiano do Trabalho garante estar a acompanhar as negociações. Seamus O’Reagan apelou ao fim da paralisação e disse que “não poderia acontecer num momento pior”.
Em 2019, uma greve de uma semana da CP Rail gerou perto de 238 milhões de dólares em prejuízos, segundo estimativas da indústria.



