
O Governo do Quebec decidiu ampliar o acesso ao medicamento antiviral Paxlovid, que vai estar brevemente disponível nas farmácias da província. Ainda assim, será necessária uma receita médica para obter o fármaco que ajuda a reduzir os sintomas da Covid-19. Saiba ainda que a vacina contra o vírus produzida no Quebec e pertencente à empresa Medicago está oficialmente suspensa por causa dos vínculos à indústria tabaqueira.
Os cidadãos da província do Quebec vão brevemente ter maior acesso ao medicamento antiviral Paxlovid nas farmácias da região. O anúncio foi feito pelo Governo provincial na quinta-feira, 17 de março.
No entanto, os pacientes terão de obter uma receita de um médico ou enfermeiro especializado para terem acesso ao medicamento, após um resultado positivo do teste à Covid-19.
O Paxlovid é um fármaco antiviral oral, aprovado pela Health Canada a 17 de janeiro e produzido para minimizar a gravidade dos sintomas da Covid-19 em pessoas com risco de desenvolver complicações graves.
Além disso, o medicamento também deverá reduzir o risco de ser hospitalizado ou morrer de coronavírus.
Segundo os especialistas, o tratamento com o Paxlovid deve ser iniciado cinco dias após o início dos sintomas e os médicos devem determinar que não vai interferir com nenhum outro medicamento que a pessoa esteja a tomar naquele momento.
O acesso ao medicamento estará disponível para adultos com imunossupressão moderada a grave, pessoas com 60 ou mais anos, grávidas, pessoas que não foram vacinadas ou que foram parcialmente vacinadas e pessoas de 18 ou mais anos com condições médicas específicas.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde suspendeu a aprovação da vacina contra a Covid-19 da Medicago, produzida no Quebec.
Ao que tudo indica, a vacina canadiana tem agora poucas hipóteses de ser aprovada para uso emergencial, devido aos vínculos da empresa com a indústria do tabaco, nomeadamente com o fabricante de cigarros Philip Morris International.
Mariangela Simão, diretora-geral assistente do organismo, diz que que “a OMS e a ONU têm uma política muito rígida em relação ao envolvimento com a indústria de tabaco e armas” e que, neste momento, o processo está suspenso.
