Internet no Canadá: Streaming online segue modelo das emissoras

Foto: Unsplash
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Especialistas em Internet questionam a experiência do órgão que o Governo federal apresenta para regular serviços de streaming e plataformas de partilha de vídeos como o YouTube e a Netflix. Esta semana, um comité de parlamentares interrogou o presidente do regulador da Comissão Canadiana de Radiotelevisão e Telecomunicações pela demora na conclusão de alguns relatórios.

Os especialistas em internet estão a torcer o nariz no que diz respeito às competências do regulador escolhido pelo Governo do Canadá para regular serviços de ‘streaming’. Questionam se a Comissão Canadiana de Radiotelevisão e Telecomunicações deveria receber novos poderes regulatórios, ou se entende o modo de operar da internet.

O Governo introduziu na semana passada a Lei de Streaming Online, que sujeitaria serviços de streaming como o Youtube, a Netflix e até o Spotify às mesmas regras das emissoras canadianas.

Um comité de parlamentares interrogou o presidente da Comissão Canadiana de Radiotelevisão e Telecomunicações, Ian Scott, a razão de alguns dos relatórios do regulador demorarem tanto tempo para serem concluídos.

A Internet Society, um grupo que defende uma internet aberta e segura, disse que dar ao órgão em específico o poder de regular mostra que o Governo não entende como a web funciona ou como os canadianos consomem conteúdo.

O projeto de lei C-11, como é conhecido no Parlamento, atualiza o Broadcasting Act de 1991, que antecede a revolução da internet que mudou a forma como as pessoas assistem a conteúdo de vídeo e ouvem música.

O Streaming Online forçaria assim as empresas de web a oferecer uma quantidade definida de conteúdo canadiano e investir nas indústrias culturais do Canadá, incluindo cinema, televisão e música.