
O protesto dos camionistas em Ottawa já vai no 14.º dia. O centro da cidade continua em rebuliço, com as autoridades a aconselharem os residentes a evitarem deslocações não essenciais. Enquanto isso, o NDP reclama do financiamento norte-americano aos protestos, numa altura em que o movimento ‘Freedom Convoy’ se alastra para outros países do mundo.
Os dias passam e o movimento ‘Freedom Convoy’ parece ganhar mais força, até internacionalmente. Inspirados pelos camionistas canadianos, manifestantes também saíram às ruas em França, na Austrália, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos para protestarem contra as medidas pandémicas locais.
E enquanto isso, o centro de Ottawa permanece bloqueado. Os autocarros estão impedidos de circular nessa zona e as autoridades apelam a que os residentes evitem as deslocações não essenciais, sobretudo para o coração da capital.
Há ainda registo de constrangimentos no trânsito no Aeroporto Internacional de Ottawa. A ligação entre a Ambassador Bridge e Windsor também foi “temporariamente fechada” por causa das manifestações.
Ao mesmo tempo, o NDP quer ouvir o embaixador norte-americano na Câmara dos Comuns, a propósito do financiamento dos Estados Unidos ao protesto. O partido descreve a ajuda financeira de mais de 10 milhões de dólares como sendo um ataque à democracia canadiana.
A polícia já avisou os manifestantes que se o bloqueio se mantiver, poderão vir a ser acusados de danos à propriedade. Além disso, as autoridades poderão vir a apreender veículos e outros bens pessoais e ainda impedir que os manifestantes viajem para os Estados Unidos.
O ministro federal da Preparação de Emergências, diz que os moradores de Ottawa têm sido submetidos a “atos de violência e desrespeito”.
Bill Blair garante dotar a polícia de Ottawa dos “recursos necessários para fazer cumprir a lei, restaurar a ordem pública e pôr um ponto final a este protesto ilegal”.



