Erin O’Toole já não é líder do partido conservador

Foto: Erin O’toole/Twitter
Foto: Erin O’toole/Twitter

Erin O’Toole já não é mais o líder do partido conservador, depois de 18 meses no comando. A decisão foi conhecida na votação dos parlamentares. Está agora aberta a corrida pela liderança.

Erin O’Toole diz adeus à liderança do Partido Conservador, 18 meses depois de ter tomado posse.

O resultado não foi particularmente próximo das pretensões do agora ex-líder: 73 dos 118 parlamentares do PC votaram a favor da saída de O’Toole.

O deputado de New Brunswick, John Williamson, que era funcionário sénior do gabinete do ex-primeiro-ministro Stephen Harper, pôs-se à frente para assumir a liderança interina enquanto não é conhecido o novo líder do partido.

O’Toole, que representa Durham no subúrbio de Toronto, enfrentou várias críticas do partido, nomeadamente na tributação de carbono, orçamentos equilibrados e armas de fogo, durante a mais recente campanha eleitoral.

Num comunicado após a votação para a saída de Erin O’Toole, Matt Jeneroux, um parlamentar da área de Edmonton que apoiou o movimento para demitir o agora ex-líder, disse que o partido precisa de alguém que “reflita claramente os nossos valores”.

“Devemos reconstruir a confiança entre os canadianos e mostrar-lhes que somos líderes fortes e estáveis, enraizados nos nossos valores, ao mesmo tempo que entendemos que podemos evoluir, aprender e modernizar o nosso partido”, disse ainda.

Os esforços de O’Toole para arrastar o partido para o centro das questões sociais pôs em sentido as tropas conservadoras.

“O’Toole traiu repetidamente a base socialmente conservadora do partido com o seu apoio ao aborto, ideologia LGBT, bloqueios opressivos e passaportes destruidores da liberdade para vacinas contaminadas pelo aborto”, disse Jeff Gunnarson, presidente da Campaign Life Coalition.

O deputado conservador Eric Duncan, um aliado de O’Toole e secretário do partido, agradeceu ao líder que agora cessa funções pelo serviço enquanto procurava “unir os membros e derrotar os liberais na próxima eleição”.

“As corridas de liderança podem ser um processo de união. Podemos estar unidos. Precisamos de estar na mesma página e seguir na mesma direção e estou muito confiante de que há uma forte vontade de fazer isso”, disse Eric Duncan.

Com o novo desfecho, os líderes do partido começam imediatamente a organizar a corrida à liderança.

A Lei da Reforma, a legislação federal que autoriza os parlamentares conservadores a retirar o líder, não especifica como é que o próximo vai ser eleito.