
A equipa de cuidados de longo prazo de Ontário tem de ter a primeira dose da vacina contra a Covid-19 para ir trabalhar no dia de hoje. Caso não apresente prova de vacinação pode apresentar uma isenção médica para poder entrar ao ativo. E sobre a terceira dose, ou dose de reforço, os canadianos estão bastante divididos.
15 de novembro foi definido como o dia final para que os trabalhadores do Ministério de Cuidados de Longo Prazo em Ontário fossem totalmente vacinados contra a Covid-19, mas o prazo foi adiado para 13 de dezembro.
A mudança foi feita para receber as novas orientações sobre os intervalos das doses da vacina do Comité Consultivo Nacional de Vacinação.
Os dados do Governo da provÃncia mostraram que 98% dos trabalhadores de longa permanência receberam pelo menos uma dose da vacina contra o novo coronavÃrus.
No entanto, para entrar ao serviço, é necessária uma prova de que o trabalhador do setor tenha recebido pelo menos uma dose. Caso não apresente prova de vacinação pode apresentar uma isenção médica.
O Ministro de Cuidados de Longo Prazo, Rod Phillips, anunciou o mandato para todo o setor no mês passado, dizendo que mais ações eram necessárias para proteger os residentes vulneráveis da Covid-19.
Ainda assim, os canadianos estão divididos sobre se o foco da vacina deve permanecer em reforços no Canadá ou em ajuda para paÃses subdesenvolvidos.
De acordo com os novos dados do Instituto Angus Reid, a maioria dos canadianos acredita que funcionários de companhias aéreas, professores, bombeiros, profissionais médicos, funcionários de restaurantes, trabalhadores da construção civil e pessoas que trabalham para pequenas empresas devem perder os empregos se se recusarem a ser vacinados. No Quebec (65%) e em Ontário (71%), o apoio à demissão de profissionais médicos é considerável, apesar das respetivas decisões do governo provincial.
Para além disso, a pesquisa revela ainda que apesar da Health Canada ter aprovado as vacinas de reforço da Pfizer para adultos de, pelo menos, 18 anos de idade, alguns questionaram se o foco deveria realmente ser no aumento da imunidade no Canadá ou na transição mais completa para ajudar os paÃses subdesenvolvidos, onde a desigualdade no acesso à vacina persiste. Os canadianos estão divididos. Dois em cada cinco (43%) apoiam o reforço de vacinação, enquanto o mesmo número deslocaria recursos para o exterior (42%).



