Tratamento à Covid-19 nas unidades de cuidados intensivos custa 50 mil dólares

Foto: Clay Banks/Unsplash
Foto: Clay Banks/Unsplash

Tratar pacientes com a Covid-19 no Canadá pode custar, em média, 23 mil dólares. Já o mesmo tratamento em unidades de cuidados intensivos no país já pode custar, pelo menos, 50 mil dólares. Os dados são do Canadian Institute for Health Information.

O custo médio do tratamento de um paciente infetado com Covid-19, que necessita de cuidados intensivos no Canadá, é estimado em mais de 50 mil dólares, em comparação com pouco mais de 8 mil dólares necessários para pagar o tratamento de alguém que teve um ataque cardíaco.

Os dados são da organização governamental sem fins lucrativos, Canadian Institute for Health Information, que também mostram que o custo médio para o tratamento generalizado contra o novo coronavírus é mais de 23 mil dólares. Um valor quatro vezes maior do que o tratamento de um paciente com gripe.

De acordo com os especialistas, os custos aumentam rapidamente para qualquer paciente que recebe tratamento intensivo, uma vez que permanecem mais tempo nas unidades hospitalares.

O relatório, divulgado na quinta-feira, diz que aqueles com Covid-19 ficam no hospital à volta de 15 dias, o dobro do tempo de um paciente com pneumonia, cujo custo de tratamento é de cerca de 8 mil dólares.

Segundo uma porta-voz da organização sem fins lucrativos, um paciente infetado com a Covid-19, admitido numa unidade de cuidados intensivos, permanece no hospital à volta de 21 dias e está muito mais doente do que a maioria dos outros pacientes.

Além disso, a pesquisa também refere que cada vez mais doentes com o vírus são admitidos e postos a ventilação nas unidades de cuidados intensivos. Um em cada cinco morre na unidade intensiva.

A organização governamental estimou o custo da hospitalização relacionada com a Covid-19 no Canadá, excluindo o Quebec, em quase mil milhões de dólares entre janeiro de 2020 e março de 2021. Ao que tudo indica, o custo triplicou entre novembro de 2020 e março do presente ano.

Os especialistas acrescentam que os custos indiretos são outra consequência económica da pandemia porque alguns pacientes são resistentes em procurar atendimento em salas de emergência e outros, incluindo pacientes com cancro, viram o tratamento adiado devido a atrasos nas unidades hospitalares.