Lisboa, 17 dez (Lusa) – O primeiro-ministro associou hoje o PS à privatização da TAP, referindo decisões de anteriores governos socialistas e defendendo que o programa de resgate impunha a venda da empresa, e afirmou que esse processo vai até ao fim.
“Todos sabem qual é o compromisso do Governo: é o de prosseguir com o processo de privatização, e não é nenhuma greve na TAP que irá colocar em causa esse processo. Esse é um processo que foi espoletado e que conhecerá o seu fim”, declarou Pedro Passos Coelho, em conferência de imprensa, no final da III Cimeira Luso-Cabo-verdiana, realizada em Lisboa, no Palácio das Necessidades.
O primeiro-ministro referiu que “foi um Governo socialista que começou com decisões de Conselho de Ministros a alienar participações da TAP a investidores externos, e desde então passaram-se doze anos” e, quanto ao conteúdo do programa de resgate, defendeu: “O memorando de entendimento previa a venda da TAP, não conheço outro significado para a venda que não seja vender. Não se vende para ficar com a empresa”.
