
Lisboa, 17 dez (Lusa) — O investigador criminal Barra da Costa considera que houve, nos últimos anos, momentos assumidos por “políticos profissionais e seus acólitos” de matriz psicopata, exemplificando com o fecho de centros de saúde ou o “roubo oficial” de reformas.
A análise do antigo inspetor chefe da Polícia Judiciária resulta da investigação que desenvolveu para o livro “Nós, os psicopatas — fantasias, manias e anomalias”, recentemente publicado pelas edições Macaronésia, no qual concluiu que “nem todos os psicopatas são assassinos ou criminosos”, sendo estes “os mal sucedidos”.
“Os bem sucedidos encontram-se plenamente inseridos no seu contexto socioprofissional, onde ocupam, na maior parte das vezes, cargos de relevo na política e nos governos, em instituições, em empresas, na ciência ou nas polícias”, disse o autor, em entrevista à agência Lusa.
