
Mais mil km2 no mapa do mar português nos Açores
E voamos agora para os Açores para lhe darmos conta de que o navio da Marinha acrescenta mais de mil quilómetros quadrados ao mapa do mar português nos Açores. Também António Ventura, secretário regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, defende a requalificação de caminhos florestais.
O navio hidro-oceanográfico D. Carlos I chegou ontem ao porto da Horta, após concluir uma campanha científica, no Arquipélago dos Açores, “e acrescentando cerca de 1.346 quilómetros quadrados sondados ao Mapeamento do Mar Português”, no âmbito do programa SEAMAP 2030 e da cooperação com o Governo Regional dos Açores.
A campanha científica permitiu acrescentar o equivalente a, aproximadamente, um milhão de piscinas olímpicas e consistiu no levantamento hidrográfico, com os sistemas sondadores multifeixe de bordo, de áreas com especial interesse para o estudo dos ecossistemas do mar profundo, de toda a costa norte da ilha de São Jorge e de uma área com extensão de 40 milhas náuticas a sudeste da ilha do Pico.
No âmbito do projeto CETUS, e da colaboração da Marinha Portuguesa com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, juntaram-se à guarnição do navio duas observadoras de cetáceos, tendo sido avistados, na área de campanha científica, vários exemplares das espécies.
O navio, que esteve no porto da Horta até 27 de agosto, deu ainda apoio logístico a uma equipa de quatro elementos da Brigada Hidrográfica do IH, que realizou levantamentos hidrográficos portuários na ilha da Pico com a embarcação de sondagem ‘Gaivota’.
O NRP D. Carlos I é comandado pelo capitão-fragata Teotónio J. P. Barroqueiro e tem uma guarnição de 38 militares.
Ventura defende requalificação de caminhos florestais
António Ventura, secretário regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, defendeu esta quarta-feira, na ilha do Pico, a necessidade de requalificação dos caminhos florestais em cada ilha, no âmbito dos Recursos Florestais.
Segundo António Ventura, é essencial efetuar um “novo levantamento das carências das necessidades de melhoramento dos caminhos florestais em cada ilha e dotar estes serviços de meios para responder a estas necessidades”.
Referindo-se ao investimento na requalificação do Caminho do Mistério, o governante assumiu a “urgência para a ilha do Pico na rede viária da responsabilidade dos Recursos Florestais, com mais de 300 quilómetros de extensão”.
“É a ilha dos Açores com a maior extensão de caminhos florestais, muitos em estado de degradação, pelo que importa fazer um planeamento nesta legislatura para promover várias intervenções”, destacou o Secretário Regional.
Filipe Tavares valoriza ainda a importância da obra no acesso ao aeroporto do Pico dos que se deslocam de e para o Sul da ilha, sendo ainda “essencial ainda para o Turismo uma vez que é o percurso de acesso às Lagoas, ao Planalto Central e à Casa da Montanha a partir da qual se inicia a subida ao Pico”, e também importante para os museus e paisagens reconhecidas pela UNESCO, “pontos icónicos da rota do vinho e da vinha”.
Esta empreitada representa um investimento com preço base de 176.900,00 mil euros + IVA, em que decorre a avaliação da única proposta apresentada no valor de 175.500,00 mil euros + IVA.
No que diz respeito ao prazo de execução, foi estabelecido um período de 30 dias, a contar da data da sua consignação.
