
O major-general Danny Fortin, que exerceu funções federais de chefia pela implementação e distribuição da vacina contra a Covid-19 no Canadá, foi formalmente acusado de assédio sexual. A acusação decorre de uma investigação da polícia militar lançada em março de 2021.
O ex-responsável pela implementação e distribuição da vacina contra a Covid-19 no Canadá, o major-general Dany Fortin, foi agora formalmente acusado de assédio sexual por procuradores da província do Quebec.
Fortin disse que foi contactado na passada segunda-feira pelo Serviço Nacional de Investigação das Forças Canadianas – a unidade da polícia militar que trata dos principais casos – dizendo que havia um mandado de prisão e que Fortin deveria comparecer na esquadra de Hull na manhã de quarta-feira. Uma situação que o militar considerou de “total surpresa”.
Segundo a equipa jurídica de Fortin, a acusação vem em resultado de uma investigação da polícia militar lançada em março. Em maio, os militares encaminharam-na para o Ministério Público do Quebec, apenas cinco dias depois de Danny Fortin se afastar como responsável pela distribuição de vacinas no país.
À data da acusação não se conhecia a identidade da alegada vítima, por estar em vigor uma proibição de publicação.
Um dos advogados de Fortin disse que o alegado incidente ocorreu entre 1 de janeiro e 30 de abril de 1988, e que esse período de tempo era “consistente” com a alegação à qual Fortin foi informado enquanto liderava a distribuição das vacinas.
O ex-responsável pela distribuição das vacinas do novo coronavírus no Canadá chegou à esquadra de Hull, no Quebec, na manhã de quarta-feira, vestido com o uniforme militar e acompanhado pela equipa jurídica e pela esposa.
Em declarações à imprensa canadiana, Danny Fortin diz que a própria equipa jurídica tem lutado para obter qualquer informação sobre o caso.
A defesa de Danny Fortin diz que o militar deverá ser chamado para responder no tribunal de Gatineau a 20 de setembro.



