
Santarém, 15 dez (Lusa) — Um funcionário do Banco Privado Português (BPP) disse hoje, em tribunal, que João Rendeiro “deu poder a mais” a Paulo Guichard, ex-administrador do banco, que, a partir de 2004/2005, ficou com “rédea solta”.
Miguel Trindade, que em 1998 começou a trabalhar nas áreas de mercado cambial e mercado monetário no BPP, passando a subdiretor da sala de mercados com a entrada, em 2008, da administração provisória presidida por Fernando Adão da Fonseca, disse hoje que, embora não tivesse tido um relacionamento direto com Paulo Guichard, as opiniões eram as de que este “não tinha nem capacidade nem mérito para os poderes que tinha e as decisões que tomava”.
O economista depôs hoje como testemunha de defesa arrolado por João Rendeiro no processo de impugnação das contraordenações aplicadas pelo Banco de Portugal em outubro de 2013, num valor global superior a 10 milhões de euros, por falsificação de contabilidade, inobservância de regras contabilísticas, prestação de informações falsas ou incompletas, entre outros, que impediram o conhecimento da real situação patrimonial e financeira do grupo.



