Cidadãos de língua francesa descontentes com a escolha de Mary Simon para governadora-geral

FOTO: CANADA BRASIL | TWITTER
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A nomeação de Mary Simon levanta alguns problemas no que toca a divisões linguísticas, já que residentes do Quebec não aceitam uma governadora-geral que não fale francês. O estudo é do Instituto Angus Reid, uma organização sem fins lucrativos.

Mary Simon fez história no início deste verão, quando se tornou a primeira governadora-geral indígena do Canadá.

Num momento de reflexão nacional catalisado pela confirmação contínua de sepulturas não marcadas em antigas escolas residenciais, a nomeação de uma governadora-geral indígena é olhada por muitos como um movimento importante.

Apesar da maioria concordar com a nomeação, Simon que é bilíngue em inglês e na língua indigena da comunidade a que pertence foi criticada pelos francófonos devido à falta de fluência em francês.

Embora os dados mais recentes da organização sem fins lucrativos Angus Reid Institute revelem que sete em cada dez canadianos concordam com a nomeação da indígena, os dados desmentem importantes divisões regionais e linguísticas.

Alimentados pela infelicidade com a falta de fluência em francês de Simon, os cidadãos do Quebec, por exemplo, estão divididos. Quase metade dos entrevistados concorda com a nomeação, enquanto mais de um terço discorda.

Existe outra divisão linguística dentro do Quebec. Quando se trata de quem concorda com a nomeação de Simon, dos anglófonos da província estão contentes com a escolha, em comparação com 40% dos francófonos.