Recurso de Robert Schellenberg na China foi recusado

Foto:WEIWEI DAI/Twitter
Foto:WEIWEI DAI/Twitter

O tribunal chinês rejeita o recurso à sentença de morte do canadiano Robert Schellenberg, condenado por tráfico de drogas no país da Ásia Oriental. O Governo canadiano já mostrou o seu descontentamento e está convicto de que a pesada sentença é uma tática do Governo chinês para aumentar a pressão ao Canadá na libertação da diretora financeira da gigante de tecnologia Huawei, Meng Wanzhou, do território canadiano.

Já saiu o resultado do recurso à sentença de morte dada ao canadiano Robert Schellenberg na China. O tribunal chinês rejeitou o apelo do homem condenado por tráfico de drogas no país asiático e, ao que tudo indica, a decisão será alegadamente um esforço para aumentar a pressão sobre o Canadá para libertar a diretora financeira da gigante de tecnologia Huawei, Meng Wanzhou.

A sentença do canadiano foi aumentada inesperadamente de uma pena de prisão de 15 anos para a pena de morte após a detenção de Meng em dezembro de 2018.O Governo canadiano condenou a decisão dos chineses e apelou à China para conceder clemência a Robert Schellenberg.

O Tribunal Popular Superior da província de Liaoning, no nordeste do país, rejeitou o recurso de Schellenberg e enviou o caso ao Supremo Tribunal chinês para revisão, conforme exigido por lei, antes de que as sentenças de morte sejam executadas.

O embaixador canadiano em Pequim, Dominic Barton, em comunicado à imprensa, criticou a sentença dada ao canadianoe classificou-a de “cruel e desumana”.

O ministro canadiano dos Negócios Estrangeiros, Marc Garneau, concordou com os comentários de Barton dizendo, num comunicado, que o Governo do Canadá se opõe à pena de morte em todos os casos.

Robert Schellenberg foi condenado por contrabandear 222 kg de metanfetaminas, de acordo com o tribunal chinês. O canadiano foi sentenciado a 15 anos de prisão efetiva em novembro de 2018 e depois sentenciado à morte em janeiro de 2019,num novo julgamento com a duração de apenas um dia.

Meng Wanzhou foi detida em solo canadiano a 1 de dezembro de 2018 por acusações nos EUA relacionadas a possíveis negociações com o Irão.

Poucos dias depois, nesse mesmo mês, dois outros canadianos, Michael Kovrig e Michael Spavor, um ex-diplomata e um empresário, foram detidos em solo chinês sob a acusações de espionagem enquanto a China exigia a libertação de Meng.

A decisão de um juiz canadiano vem determinar se Meng deve ser extraditada, enquanto a diretora financeira se encontra em prisão domiciliar em Vancouver.