Phil Spidle e Doug Tingey de saída dos Verdes

FOTO: TWITTER ANNAMIE PAUL
FOTO: TWITTER ANNAMIE PAUL

Dois altos membros estão a deixar os Verdes por causa de problemas financeiros e conflitos internos que continuam a afetar o partido antes de uma provável eleição este ano.

O chefe provisório de gabinete da líder Annamie Paul, Phil Spidle, foi demitido por dirigentes do partido na semana passada. Em causa estão cortes que reduziram a equipa dos Verdes para metade, de acordo com duas fontes importantes que não foram autorizadas a falar publicamente, sobre questões da folha salarial.

Spidle, que liderou a campanha de liderança de Paul no ano passado e trabalhou com os Verdes nas últimas duas décadas, estava de licença remunerada durante o verão enquanto se envolvia em longas negociações para um contrato que o tornaria diretor da campanha nacional.

Depois foi Doug Tingey, que supervisionou as finanças até aos últimos dias, quando saiu de repente. Foi a segunda grande saída em menos de uma semana.

Tingey, que foi reeleito para um mandato de dois anos no mês passado como presidente do Fundo do Partido Verde do Canadá, disse numa entrevista na segunda-feira que era “um momento apropriado” para renunciar, mas não quis apresentar o motivo.

Apenas disse, “eu gostaria que eles superassem o que estão a passar neste momento.”

O ex-membro do Green Party disse que a situação financeira dos Verdes não é sustentável, com os executivos do partido a optarem por reter 250 mil dólares em fundos destinados à campanha de Annamie Paul no Toronto Centre, de acordo com fontes do partido.

Os Verdes estão prestes a desembolsar centenas de milhares de dólares em batalhas judiciais com Paul, piorando o já fraco saldo bancário, apesar do aumento da arrecadação de fundos ano após ano, ao longo do mandato de 10 meses.

Numa reunião do conselho federal dos Verdes no mês passado, executivos do partido terão dito que foram gastos cerca de 100 mil dólares em taxas legais em julho, com outros 100 mil reservados para despesas legais em agosto.

O partido não foi capaz de confirmar se a líder vai falar na primeira assembleia geral em três anos, que começa a 19 de agosto, enquanto lutas pelo poder e turbulências ameaçam ofuscar os esforços de campanha dos Verdes numa eleição prevista para os próximos meses.