
Maputo, 11 dez (Lusa) – A Frelimo, partido no poder em Moçambique, condenou o “uso de linguagem hostil e de incitamento à violência” pela Renamo e pelo seu lÃder, Afonso Dhlakama, considerando que esta viola o recente acordo de cessação de hostilidades militares.
“A Comissão PolÃtica [da Frelimo] condena e repudia veementemente a postura da Renamo e do seu lÃder de uso de linguagem hostil e de incitamento à violência, facto que é contrário ao princÃpio e à letra do Acordo de Cessação de Hostilidades Militares”, lê-se num comunicado do órgão partidário, divulgado na página eletrónica do partido.
Na sequência da apresentação dos resultados preliminares das eleições gerais de 15 de outubro, que dão uma vitória ao candidato presidencial da Frelimo, Filipe Nyusi, com 57,03% dos votos, e que colocam Afonso Dhlakama como o segundo mais votado (36,61%), o lÃder da Renamo iniciou, no final de novembro, uma viagem por várias provÃncias moçambicanas, tendo afirmado em vários comÃcios populares que “não vai deixar a Frelimo governar sozinha”.



