
Coimbra, 08 dez (Lusa) – Um projeto de doutoramento da Universidade de Coimbra conclui que a intervenção das Nações Unidas (ONU) na Somália tem um custo elevado, limita-se a criar corredores de segurança e não ataca as raízes do problema da pirataria.
A atuação da ONU na Somália, em que Portugal preside ao fórum jurídico, começou em 2008 e consiste “na criação de corredores protegidos por forças navais internacionais e forças armadas privadas, bem como no estabelecimento de uma infraestrutura rudimentar de julgamento” no país e num modelo de construção de um Estado central “imposto de cima para baixo e de fora para dentro”, criticou Gilberto de Oliveira, investigador da Universidade de Coimbra, que terminou recentemente um doutoramento sobre a intervenção da ONU naquele país do Corno de África.
O problema da intervenção da ONU na Somália, país onde se registaram um grande número de ataques de piratas somalis a navios mercantes em meados dos anos 2000, deve-se, em grande parte, à “sua forte dependência das forças navais estrangeiras”, sublinhou.



