
Lisboa, 28 nov (Lusa) – O antigo líder parlamentar do PSD Duarte Lima considerou hoje “brutal, imerecida e injusta” a sua condenação a dez anos de prisão, por um crime de burla qualificada e outro de branqueamento de capitais, no julgamento do caso Homeland.
À saída do tribunal, no Campus da Justiça, em Lisboa, Duarte Lima sustentou que a decisão do coletivo de juízes, presidido por Filipa Valentim, contém “profundos e clamorosos erros de facto” e também “erros de direito”, com que os seus advogados de defesa irão recorrer para os tribunais superiores.
Segundo Duarte Lima, o “ponto central” do processo incidiu no “alegado engano do BPN” na concessão do empréstimo para o negócio imobiliário relacionado com a compra de terrenos em Oeiras, mas os sete responsáveis do antigo Banco Português de Negócios, ouvidos como testemunhas em julgamento, refutaram a ideia de que tivessem sido enganados ou que não tivessem toda a informação para decidir sobre o financiamento.
