Um ano depois do tiroteio em Nova Scotia que matou 22 pessoas

FOTO: Graeme Benjamin / TWITTER
FOTO: Graeme Benjamin / TWITTER

Fez um ano que os canadianos conheceram um dos maiores massacres da história do país. Gabriel Wortman matou 22 pessoas em Nova Scotia. Na zona rural da província realizou-se uma cerimónia emocionante em homenagem às vítimas.

O sombrio evento na Igreja First United em Nova Scotia que foi transmitido em direto em vez de ser aberto ao público, começou com um momento de silêncio.

Na frente da igreja existia uma plataforma azul, sobre a qual pedras pintadas exibiam uma única rosa e o nome de cada vítima. A certa altura, os parentes colocaram flores ao lado de cada pedra, enquanto o nome de cada vítima era lido em voz alta.

O Premier de Nova Scotia, Iain Rankin, disse que era importante para os que estavam a passar por uma grande perda que se reunissem e que buscassem forças dentro da comunidade.

No início do dia, centenas de pessoas participaram numa série de caminhadas e corridas memoriais.

A atmosfera em Victoria Park, onde as corridas terminaram, era de triste reflexão e otimismo, enquanto a multidão aplaudia os corredores que cruzavam a linha de chegada. O dinheiro arrecadado com os eventos vai servir para pagar um memorial permanente, em homenagem às vítimas de Nova Scotia.

O soldador Wayne Smith prestou homenagem através de uma estátua que apresenta corações com o nome de cada uma das 22 vítimas.

O aniversário também foi marcado por uma marcha pacífica da Royal Canadien Mounted Police na vizinha Bible Hill, onde alguns manifestantes expressaram o desânimo com a resposta das autoridades a um dos piores assassinatos em massa da história canadiana.

Aconteceu a 18 de abril do ano passado. Morreram 22 pessoas em Portapique, na Nova Scotia. Foi o maior tiroteio da história do Canadá. O autor dos disparos foi Gabriel Wortman, um homem de 51 anos que foi abatido pela polícia ao final de 16 horas de perseguição.

Especulações sobre os motivos do assassino incluíram evidências de que estava paranoico com o impacto da Covid-19. Além disso, as autoridades competentes, através de uma análise comportamental revelaram que o autor seria provavelmente um “colecionador de injustiças”. Acumulava rancores com o tempo que acabaram por explodir numa violência que deixou o mundo perplexo.

É preciso recuar até 1989 para encontrar um crime comparável ao do ano passado, em Nova Scotia. O massacre da École Polytechnique em Montreal acabou com 14 mulheres assassinadas e outras 14 pessoas feridas. No ano de 2017, um nacionalista branco abriu fogo dentro de uma mesquita no Quebec, matando seis pessoas. Já em 2018, um ataque em Toronto vitimou outras 10 atropeladas por Alek Minassian.

Nas redes sociais, foram partilhadas muitas homenagens comoventes às vítimas do tiroteio em Nova Scotia. Entre elas, um vídeo da música “Too Small a Town” de Steve MacIntyre e Robyn Chisholm. Uma bela homenagem que vale ver e ouvir…