
O Canadá está a enfrentar apelos da indústria para estender a ajuda financeira às companhias aéreas menores, depois de oferecer um salva-vidas de quase 6 mil milhões de dólares para a Air Canada, em fase de pandemia.
O momento do acordo, que viu o Governo canadiano assumir uma participação nas ações de 6% na Air Canada, foi parcialmente projetado para garantir “acesso às viagens aéreas quando elas regressarem”, à medida que o lançamento da vacina no país tende a aumentar no verão.
Com a disseminação das novas variantes a ameaçar ultrapassar o ritmo da vacinação, as esperanças iniciais de um relaxamento dos rígidos requisitos de viagens do Canadá antes do verão estão a desaparecer.
O medo de uma recuperação demorada, junto com o acordo do Governo com a Air Canada, perturbou o serviço aéreo, com as rivais menores da companhia aérea a pedirem também apoio financeiro.
John McKenna, presidente-executivo da Associação de Transporte Aéreo do Canadá (ATAC), que representa as empresas menores, quer todos tenham acesso aos mesmos programas.
Também pediu ao Governo que repensasse sobre as restrições às viagens para os vizinhos Estados Unidos.
O Governo liberal, que entrega o primeiro orçamento federal em dois anos na próxima semana, diz que as negociações com as operadoras menores, como a WestJet, estão em andamento.
A empresa sediada em Calgary já pediu ao Governo que encerrasse um pedido que exigia que os passageiros vindos do exterior ficassem em quarentena até três dias num hotel.
O Governo deve ainda decidir se renova igualmente o polémico pedido de permanência num hotel, que expira a 21 do presente mês de abril.
