
O racismo contra afro-americanos foi considerado uma crise de saúde pública em Toronto. O reconhecimento foi votado por unanimidade pelo Conselho da Saúde.
O Conselho da Saúde de Toronto deu um passo em frente no combate ao racismo contra afro-americanos. Na tarde desta segunda-feira, dia 8 de junho, decidiu, por unanimidade, que este tipo de discriminação representa uma crise de saúde pública na cidade. Joe Cressy, que preside o Conselho, deu os números que sustentam a decisão: os residentes negros de Toronto têm duas vezes mais probabilidade de viver em situação de pobreza do que as chamadas “minorias não visíveis”, que incluem pessoas de etnia caucasiana ou aborígene. 44% das crianças afro-americanas vivem em situação de pobreza, número que desce para os 15% nas crianças não racializadas. Já as mulheres negras ganham 57 centavos por cada dólar ganho por homens não racializados.
Joe Cressy alerta que estes números espelham uma crise de saúde pública. O reconhecimento da crise de saúde pública surge no contexto da onda de protestos anti-racismo, na sequência da morte de George Floyd nos Estados Unidos. A decisão tem várias implicações: além de formalizar o apoio a políticas de combate ao racismo contra afro-americanos, antecipa medidas concretas como sessões de treinamento e uma maior equidade em cargos municipais.
