
O fim de semana foi marcado por vários protestos pacíficos contra o racismo no Canadá. Nas principais cidades do país, os manifestantes saíram às ruas para pedir justiça e o fim da discriminação racial.
Os protestos contra o racismo no Canadá ganharam força já na sexta-feira, dia cinco de junho, quando o chefe da Polícia de Toronto, Mark Saunders e outros oficiais se ajoelharam em sinal de apoio a uma manifestação no centro da cidade. No Twitter, Saunders disse que como comandante ouviu as reivindicações dos manifestantes e que a Toronto Police apoia totalmente os protestos pacíficos. Também declarou que é preciso união para implementar mudanças. Na capital canadiana em Ottawa, mesmo sem confirmar a participação numa manifestação próxima ao Parliament Hill, o primeiro-ministro Justin Trudeau surpreendeu ao caminhar entre a multidão, acompanhado de deputados federais, e também ao ajoelhar-se em sinal de apoio à luta contra o racismo. Atitude que provocou muitas reações nas redes sociais, principalmente em comparação com a postura do presidente Trump que tem ameaçado usar a força militar contra os manifestantes. No fim de semana, em Toronto, foram realizadas duas manifestações pacíficas e sem grandes incidentes, nas ruas do centro e em frente ao Consulado dos Estados Unidos. Em Mississauga, na região metropolitana de Toronto, cerca de duas mil e quinhentas pessoas marcharam pacificamente nas ruas da cidade. Os protestos contaram com o apoio da presidente da Câmara, Bonnie Crombie, que recorreu ao Twitter para dizer que é aliada da luta anti-racismo. No Quebec, os protestos contaram com forte adesão nas cidades de Montreal, Sherbrooke e Quebec City. Os manifestantes criticaram, sobretudo, a declaração do premier François Legault de que não há racismo sistémico na província. Ao contrário do que ocorreu nas primeiras manifestações, desta vez não houve confrontos com a polícia.
