
Dezenas de detidos, comboios cancelados e até a invasão do escritório de uma ministra. É este o balanço atual da onda de manifestações contra o gasoduto no norte de British Columbia. Os manifestantes acreditam que os protestos nacionais vão ter efeitos a longo prazo.
À porta do escritório de Carolyn Bennett, em Toronto, o cenário foi este. Dezenas de pessoas exigiram a suspensão do projeto à ministra responsável pela pasta das comunidades indígenas. Um grupo de jovens chegou mesmo a ocupar as instalações.
O descontentamento nacional também está a afetar as linhas ferroviárias. A empresa Via Rail anunciou esta terça-feira que os serviços entre Montreal e Toronto, e Ottawa e Toronto tiveram de ser cancelados, devido ao bloqueio das linhas pelos manifestantes.
Em Vancouver, dezenas foram detidos por obstruírem vários portos. Os manifestantes dizem que a intervenção da polícia está a contribuir para o escalar de tensões.
Em causa está o projeto de construção de um oleoduto de gás natural, que alegadamente afeta a comunidade indígena do norte de British Columbia. No centro da polémica, está ainda uma ordem judicial que legitima as inúmeras detenções, feitas pela Royal Canadian Mounted Police.
O premier de B.C. alega que o gasoduto é fundamental para a economia da província.
