
Macau, China, 30 ago 2019 (Lusa) — Os hotéis e as pensões de Macau registaram 1.252.000 de hóspedes em julho, um aumento de 3,5% face a igual período do ano passado, anunciaram hoje as autoridades.
Em comunicado, os Serviços de Estatística e Censos (DSEC) indicaram que a taxa de ocupação hoteleira cresceu 1,3 pontos percentuais em julho, fixando-se nos 93,2%. Os turistas ficaram em média 1,4 noites no território.
Neste último mês, a DSEC dá destaque ao número de hóspedes provenientes do interior da China (889.000) e da Coreia do Sul (44.000), que registaram um crescimento de 6,9% e 18,2%, respetivamente.
No final de julho, existiam em Macau 119 hotéis e pensões em atividade (mais três, em termos anuais), disponibilizando um total de 39.000 quartos, um ligeira descida de 0,2%.
Os Serviços de Estatística referem ainda que visitaram Macau em excursões, no último mês, 870.000 indivíduos, um acréscimo de 14,5% em termos anuais.
“Salienta-se que os números de visitantes em excursões provenientes do interior da China (714.000 indivíduos), de Hong Kong (12.000) e de Taiwan (63.000) aumentaram 19,0%, 19,1% e 2,7%, respectivamente”, detalhou a DSEC.
O visitante refere-se a qualquer pessoa que tenha viajado para Macau por um período inferior a um ano, um termo que se divide em turista (aquele que passa pelo menos uma noite) e excursionista (aquele que não pernoita).
No mesmo comunicado, a DSEC dá também conta de que 135 mil residentes viajaram para o exterior, em julho, com recurso a serviços de agências de viagens, o que representa mais 2,9% em termos anuais homólogos.
“De entre estes residentes, os que se deslocaram a Hong Kong (14.000) diminuíram 18,2%”, afirmou a DSEC, numa altura em que o território vizinho é palco de manifestações antigovernamentais sem precedentes.
Ambos os territórios vizinhos são ligados por ferries e autocarros, com Macau a beneficiar ainda da entrada de turistas que aterram no aeroporto internacional de Hong Kong, um dos mais movimentados do mundo.
Os protestos em Hong Kong duram há mais de dois meses, têm sido marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, com recentes dados a apontarem para um impacto económico na indústria de viagens na ex-colónia britânica.
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