NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS PARA AS ELEIÇÕES FEDEREAIS É “POUCO COMPETITIVA”

Foto: ishmael n. daro
Foto: ishmael n. daro

Ainda acerca das eleições federais canadianas, a nomeação de candidatos é “tendenciosa” e “pouco competitiva”. O alerta é dado por um novo relatório da Samara Centre for Democracy, que fala em impactos profundos para a democracia canadiana.

De acordo com o estudo, só 17% dos mais de 6.600 candidatos foram sujeitos a candidaturas competitivas, entre 2003 e 2015. Um “ponto frágil da infraestrutura democrática” do Canadá. É assim que o relatório descreve o processo de nomeação dos candidatos às eleições federais. Só uma pequena parcela é sujeita a concursos de nomeação.

O relatório conclui que o processo não é transparente, inclusivo ou competitivo. Entre 2003 e 2015, apenas 17% dos candidatos participou em concursos de nomeação. Ao passo que 2.700 políticos, foram nomeados diretamente pelos partidos. Há outro aspeto que preocupa os investigadores. Mesmo quando há mais do que um candidato por partido, a transparência da nomeação pode ser dissimulada. O relatório alerta que o favorecimento implícito de políticos é prática comum.

O estudo adianta que o apoio dos partidos é decisivo e que os candidatos independentes enfrentam dificuldades. Menos de 1% foi eleito para a Câmara dos Comuns desde 1993.