
Lisboa, 27 mar (Lusa) — A Guarda Nacional Republicana investigou este ano 1.067 incêndios florestais com origem em queimas e queimadas, que provocaram três vÃtimas mortais, avançou hoje à Lusa a corporação.
Numa resposta enviada à agência Lusa, a GNR indica que, entre 01 de janeiro e 24 de março, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) daquela força de segurança investigou 1.067 incêndios com origem em queimas e queimadas.
O SEPNA da GNR é a entidade que detém a responsabilidade da investigação das causas de incêndio rural.
A GNR sublinha também que, no mesmo perÃodo, registou três vÃtimas mortais devido à realização de queimas de sobrantes.
Os dados mais recentes indicam que Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou, entre 01 de janeiro e 17 de março, 1.344 incêndios, que provocaram 1.608 hectares de área ardida.
A Lusa pediu hoje dados mais atualizados à ANPC, mas ainda não obteve resposta.
O Governo proibiu a realização de queimadas em todo o território nacional entre hoje e domingo, dia 31 de março, uma vez que as previsões meteorológicas apontam para um “agravamento do risco de incêndio florestal” no paÃs.
Os ministros da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural assinaram na terça-feira o despacho que determina a Declaração da Situação de Alerta.
O despacho proÃbe a “realização de queimadas, de queimas de sobrantes de explorações agrÃcolas e florestais e de ações de gestão de combustÃvel com recurso à utilização de fogo”, refere um comunicado divulgado pelos dois ministérios.
O documento acrescenta que no âmbito da Declaração da Situação de Alerta serão ainda implementadas as medidas de caráter excecional de dispensa dos trabalhadores dos setores público e privado “que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário”, bem como a “elevação do grau de prontidão e resposta operacional” por parte da GNR e da PSP, com reforço de meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos e de apoio à s operações de proteção e socorro que possam vir a acontecer.
Esta situação de alerta abrange todos os distritos do continente entre as 00:00 de hoje e as 23:59.
Em declarações aos jornalistas no aeroporto militar de Figo Maduro, antes da partida do avião da Força Aérea espanhola que transporta ajuda humanitária portuguesa para Moçambique, o comandante operacional da ANPC, Duarte Costa, alertou as pessoas “para não terem comportamentos de risco, não fazerem queimadas, não propiciarem com os seus comportamentos nada que possa provocar incêndios” devido à s condições meteorológicas”.
“Temos o dispositivo preparado, temos feito o nosso planeamento mas as condições meteorológicas não têm ajudado e, por isso, é muito importante que a resposta que o povo português tem dado até este momento, que tem sido fantástica, continue sempre dentro dos parâmetros da segurança para nós providenciarmos também segurança aos portugueses e aos seus bens”, afirmou, sublinhando que se está a viver um perÃodo difÃcil.
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