
Uma pesquisa realizada pelo Institute for Clinical Evaluative Sciences descobriu que os portadores de deficiência são mais propensos a encontrar problemas com o sistema de saúde de Ontário do que aqueles que não tem apresentam deficiências, independentemente de idade, sexo ou classe. Foram analisados os registos médicos de mais de 64 mil pessoas com uma série de deficiências de desenvolvimento, incluindo autismo e Trissomia 21, entre 2010 e 2016. O estudo mostrou uma taxa de mortalidade precoce entre esse grupo. Se entre a população sem deficiência o número foi de 1,6%, entre os deficientes chegou a 6,1%, e entre os portadores de Trissomia 21 a mortalidade duplicou para mais de 12%. Também foi constatado que 34,5 por cento das pessoas com alguma deficiência tiveram hospitalizadas mais de uma vez num período de 30 dias, em comparação com 19,6 para os que não têm deficiências. Segundo uma especialista no assunto esta situação é um reflexo da falta de treino de profissionais da saúde para reconhecer e lidar com os pacientes que se enquadrem nesses grupos com alguma deficiência.
