

O recurso contra a decisão do juiz José Castro de manter a infanta Cristina, irmã do rei espanhol, como arguida por delitos fiscais e branqueamento de capitais, foi apresentado esta quinta-feira pelo procurador anticorrupção espanhol, Pedro Horrach, aos tribunais de Palma de Maiorca.
O recurso foi apresentado 24 horas depois do magistrado ter concluído a fase de instrução do processo que investiga, entre outros, o marido de Cristina, Iñaki Urdangarin.
O procurador recorreu ainda da inclusão entre os arguidos da mulher de Diego Torres, ex-sócio de Iñaki Urdangarin e outro dos principais suspeitos deste mega processo.
No recurso, é defendido que o juiz instrutor baseia a decisão de manter a infanta Cristina como arguida em meras conjeturas e que sofre de contaminação judicial pela influência dos órgãos de comunicação social.
O procurador anticorrupção já tinha confirmado a intenção de recorrer da decisão do juiz por considerar que continua a não haver qualquer elemento contra a infanta.
