
A PolÃcia Nacional angolana confirmou hoje à Lusa a detenção de sete “supostos funcionários” da empresa estatal Sonangol Imobiliária e Propriedades, suspeitos de venda ilegal de apartamentos na Centralidade do Kilamba, um projeto público de 733,6 milhões de euros.
As detenções, de acordo com fonte do Comando Provincial de Luanda, foram concretizadas por elementos da PolÃcia Económica na quinta-feira e envolvem, explicou à Lusa a mesma fonte, a burla e venda ilegal, por parte de elementos de uma alegada rede em investigação, de cerca de uma centena de apartamentos na Centralidade do Kilamba, municÃpio de Belas.
A cidade do Kilamba, ainda em fase de expansão na zona sul de Luanda, é o cartão-de-visita que as autoridades angolanas apresentam a entidades estrangeiras que visitam o paÃs para ilustrar Angola pós-guerra civil.
O último a visitar aquela nova cidade, construÃda de raiz, foi o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, na quinta-feira.
Já com milhares de famÃlias a viver na zona, a cidade do Kilamba foi construÃda pela empresa chinesa CITIC e representa um investimento direto de 100 mil milhões de kwanzas (733,6 milhões de euros) em obras de construção civil e engenharia.
A Sonangol Imobiliária e Propriedades iniciou em 2012 a venda de habitações nas centralidades do Kilamba, Cacuaco, Capari, Km 44 e Zango (CondomÃnio Vida PacÃfica).
De acordo com informação da agência de notÃcias angolana Angop, as vendas foram processadas em Regime de Renda Resolúvel, com e sem capital inicial, num horizonte de 15 a 20 anos.
As habitações estiveram à disposição do público também em regime de arrendamento e de Vendas a Pronto Pagamento.



