WALL STREET FECHA SEM RUMO NA VÉSPERA DO FIM DA REUNIÃO DA FED SOBRE TAXAS DE JURO

LusaNova Iorque, 25 set (Lusa) — A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com os investidores hesitantes em assumirem posições antes da conclusão, na quarta-feira, de uma reunião do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed).

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,26%, para os 26.492,21 pontos.

Da mesma forma, o alargado S&P500 perdeu 0,13%, para as 2.915,56 unidades, mas, pelo contrário, o tecnológico Nasdaq ganhou 0,18%, para as 8.007,47.

Ao longo da sessão, os índices oscilaram entre perdas e ganhos, dentro de um intervalo limitado.

“A única explicação é a de que os investidores estão a ajustar as suas posições” antes do fim, na quarta-feira, da reunião do comité de política monetária da Fed”, avançou Karl Haeling, responsável dos mercados no banco LBBW.

A generalidade dos observadores espera que os dirigentes da Fed decidam aumentar a taxa de juro de referência, que se deverá situar entre os 2,0% e os 2,25% pela primeira vez ao fim de dez anos de política monetária acomodatícia (favorável ao crescimento económico).

“Muita atenção vai ser dada ao enquadramento” da decisão daquele comité, sublinhou Isabelle Mateos Y Lago, diretora-geral do BlackRock Investment Institute.

“Muitas pessoas nos mercados começam a questionar se não nos aproximamos do momento em que a Fed vai querer fazer uma pausa [no endurecimento da sua política monetária, isto é, da subida das taxas] devido às incertezas sobre o crescimento no médio prazo”, sublinhou.

Por outro lado, acrescentou Mateos Y Lago, “vai ser importante ver se o FOMC (sigla em Inglês daquele comité da Fed) dá de maneira muito firme um sinal sobre uma nova subida das taxas em dezembro e três outras em 2019 ou se a mensagem é mais relativizada e deixa a porta aberta a uma pausa, [apontando] talvez para o início do próximo ano”.

Enquanto se espera por esta decisão, o setor da energia beneficiou hoje com a subida dos preços do petróleo, que levou o barril de Brent a cotar em Londres ao nível mais alto desde 2014.

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