
Jacarta, 13 mai (Lusa) – O movimento extremista Estado Islâmico reivindicou hoje a responsabilidade pelos ataques com bombistas suicidas, todos da mesma famÃlia, em três igrejas de Surabaya, na Indonésia, que provocaram, pelo menos, 11 mortos.
“Três ataques ‘kamikazes'” fizeram mortos e feridos “entre os cristãos da cidade de Surabaya”, segundo a entidade que divulga a informação do grupo extremista, a agência Amaq.
Segundo a polÃcia da Indonésia, os bombistas suicidas eram todos da mesma famÃlia e entre eles estavam crianças e adolescentes.
O último balanço das autoridades apontam para 11 mortos e mais de 40 feridos em resultado dos ataques a três igrejas cristãs, durante a manhã, quando decorriam missas ou cultos.
O responsável da polÃcia local Tito Karnavian, disse que a famÃlia esteve na SÃria, paÃs onde o movimento Estado Islâmico controlava vastas áreas, até há pouco tempo.
Acrescentou que o pai fez explodir um carro bomba, dois filhos, de 18 e 16 anos, usaram uma mota num dos ataques, enquanto a mãe estava com duas crianças de 12 e nove anos na terceira igreja.
As explosões registaram-se em Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia, com o primeiro ataque a ocorrer na igreja cristã de Santa Maria, onde morreram quatro pessoas, uma delas um bombista, disse aos jornalistas no local o porta-voz da polÃcia Frans Barung Mangera, acrescentando que entre os feridos estão dois agentes policiais.
Seguiu-se o ataque à igreja protestante de Diponegoro, minutos depois, com a terceira situação a ocorrer na igreja de Pentecostes de Arjuro.
Um polÃcia já tinha dito à agência AP que os explosivos eram transportados por, pelo menos, cinco bombistas suicidas, incluindo uma mulher que tinha duas crianças, uma situação igualmente descrita por uma testemunha que estava na igreja de Diponegoro.
A associação da igreja da Indonésia, em Jacarta, já condenou os ataques e apelou à s pessoas para aguardarem a investigação da polÃcia.
A Indonésia tem realizado alguma pressão desde que bombistas radicais da Al-Qaida mataram 202 pessoas em Bali, em 2002, e nos últimos anos o paÃs enfrentou uma nova ameaça com o aumento da influência do movimento Estado Islâmico no Médio Oriente.
A provÃncia de Java oriental é um dos palcos de ataques de movimentos extremistas islâmicos, já que a sua capital, Surabaya, é uma das cidades com maior diversidade religiosa naquele que é o mais populoso paÃs muçulmano do mundo.
Os ataques a alvos cristãos acontecem dias depois de as autoridades indonésias terem posto fim a uma crise de reféns num centro de detenção perto de Jacarta, uma ação reivindicada pelo movimento extremista Estado Islâmico.
Os cristãos, muitos deles da etnia minoritária chinesa, representam cerca de 9% da população da Indonésia, que atinge 260 milhões de habitantes, enquanto os muçulmanos são 88% do total.
O paÃs fica em alerta máximo nas semanas que antecedem o Ramadão, que começa na terça-feira, já que é uma época escolhida pelos ‘jihadistas’ para realizar ataques.
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