INJUSTIÇAS MOTIVAM MAIS DE 2 MIL CONFLITOS ECOLÓGICOS NO PLANETA

Fukushima dois anos depois do terramoto

Fukushima dois anos depois do terramotoNo mundo existem mais de dois mil conflitos ecológicos, número que está a aumentar com a multiplicação das injustiças ambientais, provocadas pela procura de energia e materiais pelas classes médias e altas as sociedades industrializadas.
A conclusão consta do “Atlas Global de Justiça Ambiental”, realizado por uma equipa internacional de peritos e coordenado por investigadores do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB), apresentado em Bruxelas, na delegação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Este Atlas é uma plataforma interativa de mapas, que analisa conflitos ecológicos no planeta, resultante de um projeto europeu, dirigido pelo catedrático de Economia da UAB, Joan Martínez Alier, com a participação de 23 universidades de 18 países.
As causas para o aumento dos conflitos ecológicos no mundo prendem-se com a procura de materiais e energia pela população de classe média e alta, com o maior impacto a ser sentido pelas comunidades mais pobres, frequentemente indígenas, e sem poder político para aceder à justiça ambiental e aos sistemas de saúde.
O mapa mostra tendências preocupantes, como a impunidade das empresas que cometem crimes ambientais ou a perseguição aos ativistas ambientais, mas também inspira confiança.
A plataforma em linha do atlas permite procurar e filtrar entre uma centena de campos para visualizar os conflitos — nuclear, resíduos tóxicos, água, mineiros,… — por tipo de produto, empresa ou país.