
Marinha Grande, Leiria, 17 out (Lusa) — Gabriel Roldão é um estudioso do Pinhal de Leiria, há anos que avisava que “isto ia acontecer” e “isto” é a “desgraça” de ver a mata de pinheiro bravo queimada a 80% pelos incêndios de domingo.
A culpa é dos lóbis, da falta de limpeza, do abandono e da falta de investimento pelo Estado, ou pelos vários governos nos últimos anos, afirma à agência Lusa junto a um posto de vigia, num alto de um monte, em que se podem ver, até perder de vista, copas de árvores queimadas pelas chamas.
O Pinhal de Leiria, ou do Rei, com 700 anos, pertence ao Estado que, afinal, também não fez as limpezas que a lei reclama. É o que diz, sem medos, Gabriel Roldão enquanto, no posto de vigia, aponta a área ardida, poucos quilómetros a sul de São Pedro de Moel.
