
O alerta é lançado pelo presidente do CASA- Centro de Apoio Social e Associativo no Luxemburgo, José Trindade afirma que o resultado do referendo na Suíça pode levar os portugueses a procurar outros destinos europeus, agravando a situação de países onde o mercado de trabalho já está saturado.
Este dirigente associativo considera que “Esta decisão vai trocar o caminho a muita gente que pensava emigrar para a Suíça e que poderá acabar por vir para o Luxemburgo e para outros países da União Europeia, provocando mais dificuldades às associações que prestam apoio na área da imigração”.
José Trindade afirma mesmo que há vários anos que tem alertado para as dificuldades que os novos emigrantes portugueses enfrentam quando chegam ao Luxemburgo, e fez mesmo um apelo público pedindo aos portugueses para não trazerem “um novo emigrante na bagagem” depois das férias” e repete as mesmas palavras, alegando que a situação não tem melhorado,“nos países da UE e no Luxemburgo há grandes dificuldades para encontrar alojamento e emprego, com trabalho precário e casos de exploração laboral, e os portugueses têm de continuar a pensar duas ou três vezes antes de pegarem na mala e virem para a Europa”.
Um alerta que tem vindo a ser feito também pelo Governo luxemburguês. Em novembro de 2011, o ministro do Trabalho na época, Nicolas Schmit, reconduzido no atual executivo, fez um apelo aos portugueses para “não trazerem mais pessoas para o Luxemburgo”, por causa do aumento do desemprego no país, durante um colóquio organizado pelo CASA.
De acordo com o Consulado de Portugal no Luxemburgo vivem 116 mil portugueses, que representam cerca de 20 por cento da população.
No domingo, 50,3 por cento dos suíços aprovaram em referendo uma iniciativa denominada “Contra a Imigração em Massa”, proposta pela União Democrática do Centro (UDC), que também restabelece o princípio da preferência pelo trabalhador nacional face ao estrangeiro, que se encontrava abolida para todos os trabalhadores oriundos de algum dos países da União Europeia.
A partir de agora, o número de autorizações emitidas para uma estada de estrangeiros na Suíça é limitado por quotas anuais, com limitações ao reagrupamento familiar, novas regras para benefícios sociais, autorizações de residência.
A iniciativa agora aprovada prevê a revisão nos próximos três anos dos tratados internacionais contrários a estas disposições, uma decisão que afeta, entre outros países, as relações com a União Europeia.
Na Suíça, residem cerca de 250 mil portugueses e luso descendentes, um número que tem aumentado nos últimos anos devido à crise em Portugal e na União Europeia.



