TANCOS/ARMAS: “ACONTECIMENTOS SÃO NEGATIVOS E NÃO DEVIAM TER ACONTECIDO” – GENERAL

LusaLisboa, 18 jul (Lusa) – O general Pinto Ramalho, antigo Chefe do Estado-Maior do Exército, considerou hoje que o furto de armas em Tancos não devia ter acontecido, mas acredita que os portugueses não confundem este episódio com a utilidade da instituição militar.

“Os acontecimentos que ocorreram [em Tancos] são realmente negativos, por aquilo que é conhecido, e não deviam ter acontecido. Mas não são mais do que isso. A instituição militar não é isso. E não se pode crucificar uma instituição por um erro ou por um aspeto negativo que ocorreu”, afirmou aos jornalistas o militar, à margem de um evento em Lisboa.

Segundo Pinto Ramalho, “os portugueses têm uma opinião muito concreta da história daquilo que tem sido a instituição militar ao longo dos tempos” e, destacou, que “a instituição militar é a única do país que está permanentemente disponível para atuar em qualquer tipo de situação – seja de risco de vida, seja de situação limite – por tempo indeterminado e de forma autosustentada”.